ASSOCIAÇÃO FOTOATIVA - End.: Praça das Mercês, 19 - Comércio - Belém - PA / CEP 66010-110 / Fone: (0xx91) 3225-2754
11/28/2012
Associação Fotoativa 20:12 [+]
Fotoativa encerrará 2012 com duas oficinas


Quem tem câmera digital e quer manuseá-la com mais eficiência, aprendendo mais sobre fotografia e melhorando o desempenho ao usá-la, ou os que já conhecem do assunto e querem tratar e armazenar fotos pelo programa “Lightroom” já podem procurar a Associação Fotoativa, para se inscrever nas duas últimas oficinas deste ano.

Sob a orientação dos fotoativistas Valério Silveira e Roberto Malato, respectivamente, os cursos “Iniciação à fotografia digital” e “Lightroom: Descobrindo para Fotografar” iniciarão no dia 04 de dezembro, com frequência semanal, das 19h30 às 21h30, no casarão da Associação Fotoativa, na Praça das Mercês, número 19.


Iniciação à fotografia digital – Com 15 vagas para ajudar os participantes a reconhecerem e usarem melhor os dispositivos de controle das câmeras fotográficas digitais, esta oficina compreende dez unidades básicas, que vão do entendimento do processo fotográfico a partir do registro da luz e das principais funções da câmera, como o controle da luminosidade, o ajustamento do foco e de filtros, à própria experiência prática de fotografar, que inclui conhecer o local e identificar os planos possíveis o registro da imagem, por exemplo.

Seu ministrante, o fotógrafo Valério Silveira, é também arte-educador, mestrando em Artes pela Universidade Federal do Pará e professor das redes pública e privada de ensino.

A única condição para participar do curso é que o participante leve a própria câmera fotográfica digital.


Lightroom: Descobrindo para Fotografar” - Lightoroom é um software desenvolvido para que fotógrafos profissionais ou amadores com experiência importem, processem, gerenciem e exibam grandes volumes de fotos digitais de forma mais organizada e eficiente. Com o programa, é possível não apenas classificar as imagens para facilitar a busca, mas também aperfeiçoá-las para a impressão ou outros usos.

Para aprender sobre o programa, mas de forma articulada com o fazer fotográfico, a oficina compreenderá 10 participantes, tendo como requisito único que eles levem o próprio notebook.

Seu ministrante será o fotógrafo Roberto Malato, fotoativista com expertise nessa área tecnológica.


O investimento para cada oficina é de R$250.

As inscrições podem ser feitas na secretaria da Associação Fotoativa. Para saber mais, entre em contato pelo número (91) 3225-2754, escreva ao email a.fotoativa@gmail.com ou consulte www.fotoativa.org.br


11/27/2012
Associação Fotoativa 22:15 [+]
Café Fotográfico de novembro reuniu cerca de 90 pessoas



Foto: Irene Almeida

Cerca de 90 pessoas participaram do Café Fotográfico com Miguel Chikaoka, realizado na noite da última terça-feira, dia 20, sob a mediação do também fotógrafo e pesquisador Patrick Pardini.

Realizado mensalmente pela Associação Fotoativa, o encontro se deu no Instituto de Artes do Pará (IAP) e trouxe o relato de Chikaoka sobre a sua experiência como fotógrafo e educador na Amazônia, desde a década de 1980.

Ao apresentar o convidado, Pardini leu um texto produzido sobre a sua trajetória, cedido para publicação em nosso site www.fotoativa.org.br

Confira!

11/5/2012
Associação Fotoativa 07:29 [+]
Semana do Patrimônio Paraense



Foto: Deborah Cabral

De 05 a 09 de novembro, a Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia (ASAPAM) promoverá em Belém a Semana do Patrimônio Paraense. Sob o tema “Sociedade e patrimônio”, a ideia é fazer com que as pessoas discutam qual o seu papel na preservação, difusão e defesa do patrimônio cultural.

Parceira da iniciativa, a Associação Fotoativa participará da programação com duas atividades. Na tarde do dia 07, o fotógrafo Michel Pinho integrará a mesa “Interdisciplinaridade e patrimônio”, que também contará com a participação do professor Tony Leão, sob a mediação de Helen Lanhellas. No dia seguinte é a vez de Tamara Saré, presidente da Fotoativa, ministrar a oficina “Do pensamento ao olhar... do olhar à fala”, no Coreto Central da Praça Batista Campos.

Mais informações sobre a Semana podem ser encontradas no website da Asapam (www.asapam.com) ou no blog Casarão de Memórias (www.casaraodememorias.blogspot.com).


Mateus Sá, fotógrafo pernambucano, ministra oficina na Fotoativa



Foto: Divulgação

Pensar e discutir os caminhos que nos levam à construção do olhar autoral a partir do que pode ser tomado como realidade pessoal. Esse é o objetivo da Oficina “Fotografia com digital”, realizada nos dias 23 e 24 de outubro na sede da FotoAtiva, ministrada pelo fotógrafo pernambucano Mateus Sá, professor de fotografia da Universidade AESO - PE e um dos fundadores do projeto Fotolibras - Fotografia participativa com jovens surdos.

Segundo Mateus, a ideia era estimular o “olhar” e a criatividade de cada participante através de leituras de textos, rodas de debates, dinâmicas, análise de trabalhos de fotógrafos consagrados e dos participantes da oficina, tendo sido este último ponto marcante durante a realização da oficina. Destinado a fotógrafos iniciantes, o curso inicialmente previsto para atender a 15 pessoas, em função da procura, teve adicionadas outras 12. O número de dias também aumentou, com a oportunidade dos participantes estenderem as discussões em uma dinâmica realizada na Ilha do Combú.

Segundo Miguel Chikaoka, essa oficina apresenta duas peculiaridades: a disposição do ministrante em dialogar tanto com iniciantes quanto com o publico mais especializado e o envolvimento dos participantes com as atividades, independente do grau de conhecimento sobre fotografia.

“Chama atenção que numa oficina destinada a um público iniciante tenhamos a participação de profissionais e gente que já atua na área e a disposição do Mateus em atender a um leque maior de demandas. Além disso participação de todos tem sido intensa, o que demonstra a qualidade do público, que de um lado não se intimida por não conhecer e do outro não despreza as discussões que ele se propôs a fazer, mesmo sabendo sobre o assunto”, completa.

Projeto – Na quinta, 25, Mateus Sá abriu em Belém a exposição “Antes de ontem, ontem e hoje”, que reúne fotografias analógicas e áudios captados de 1997 a 2008, assim como imagens de família, com destaque para produção de cromos do seu pai.

A exposição se trata de uma releitura da sua vida, com base tanto nos ensaios e pesquisas realizados no Nordeste desde a década passada quanto nas memórias pessoais relacionadas à infância e outros momentos da vida.

A exposição "Antes de Ontem, Ontem e Hoje" vai até o dia 23 de novembro, na galeria de arte Graça Landeira, da Unama Alcindo Cacela.


10/8/2012
Associação Fotoativa 17:33 [+]
Café Fotográfico propõe reflexão sobre a memória




Estamos às vésperas de mais um Café Fotográfico. Este mês, em parceria com o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, com um bate-papo que propõe questões referentes à memória, ao afeto e às duras lembranças do período da ditadura na Argentina com base na visão do fotógrafo Marcelo Brodsky, o convidado deste encontro.

Mediado pela pesquisadora e curadora Mariza Mokarzel, a proposta do encontro é a reflexão sobre a memória por meio de uma imersão no trabalho de Marcelo Brodsky que teve início a partir de uma fotografia tirada em 1967 dos colegas de classe do Colégio Nacional de Buenos Aires. Brodsky realiza uma intervenção na imagem e desenvolve um trabalho que resultou na exposição Buena Memoria, reveladora da ausência do irmão, do melhor amigo, daqueles que desapareceram.



Foto: Marcelo Brodsky

Brodsky apresenta com sensibilidade um conjunto de imagens que se transforma em um diálogo doloroso e poético entre passado e presente. O encontro será nesta quarta-feira, 10, no IAP, às 19h. A entrada é franca.

Marcelo Brodsky é um fotógrafo argentino que iniciou sua trajetória no campo da fotografia quando estava exilado em Barcelona, na Espanha. Estudou no Centro internacional de Fotografia com o fotógrafo catalão Manel Esclusa. Expôs em Valencia, Espanha, tem obras no Museu Nacional de Belas Artes e Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, em Sprengel Museum Hanover, na Alemanha. O ensaio fotográfico Buena Memoria Memorial já foi exposto em mais de 26 países e no Brasil foi apresentado na Estação Pinacoteca em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza e no Museu Arte Moderna Aloisio Magalhães em Recife com apoio da Fundação Joaquim Nabuco. Participou de encontro sobre seu trabalho na 29º Bienal de São Paulo 2010.

Marisa Mokarzel é pesquisadora e curadora. Dirige o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e é professora do Curso de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem e do Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura da Universidade da Amazônia – UNAMA.


10/2/2012
Associação Fotoativa 15:48 [+]
Rubens Matuck e Rosely Nakagawa falam sobre a relação Curador e Artista no Café Fotográfico



Foto: Irene Almeida

A Curadora Rosely Nakagawa e o Artista Plástico Rubens Matuck estiveram presentes ao IAP, no último dia 13 de setembro, para um bate-papo com o público sobre a relação Curador x Artista.

“O curador tem o papel de instigar em torno do trabalho do artista todo o potencial que ele tem... seu trabalho é de reflexão e não de apresentação de uma tese ou de uma visão pronta”, afirmou Rosely ao reiterar o papel que cabe ao curador frente às obras e ao processo criativo do artista, conceito que de acordo com Rubens tem sido deturpado por alguns profissionais que se orientam exclusivamente pelas demandas do mercado e expõe do artista apenas o que tem valor comercial, limitando-o na concepção das pessoas e preocupando-se em enquadrá-lo numa categoria ou classe, sobre o que Rubens é categórico: “Arte não devia ter adjetivo, devia ser mais liberal”.



Foto: Irene Almeida

Rubens Matuck teve alguns trabalhos expostos em “Aquarelas sobre Fotografia”, na Kamara Kó Galeria, em parceria com João Paulo Capobianco, sob curadoria de Rosely Nakagawa. “Ele fotografa e eu interfiro com aquarela. A gente viaja junto, faço cadernos de viagens que são a base do trabalho no qual interfiro”, explicou Rubens. Ainda sobre a exposição, Rosely falou que Rubens e Capobianco desenvolvem desde 1982 um trabalho que consiste em viajar para áreas de risco que possuam algum problema ambiental ou estejam em vias de enfrentar um, para fazer um levantamento e tornar isso público, mas sempre pela potencialidade da beleza, da poesia. Rosely reiterou que apesar de os três serem colaboradores do Instituto Sócio Ambiental as ações não tem caráter denuncista: “A ação é uma ferramenta de educação do olhar através da arte para despertar essa valorização do seu ambiente”, pontuou Rosely.

Casados, Rubens e Rosely vivem a experiência de trabalharem juntos nesta exposição. Quando a pergunta é se isso facilita ou tumultua as coisas, Rosely afirma: “Ajuda porque a gente conhece profundamente a pessoa e é isso justamente que atrapalha. Na verdade é um laboratório permanente, nos ensina a ter um limite e a respeitar a individualidade”. “Quando é meu trabalho evito trabalhar com Rosely, uma gentileza que tenho com ela”, revelou Rubens que falou ainda sobre seu contentamento em estar novamente em Belém. “Adoro vir para Belém, minha relação com o povo é direta, gosto de ir ao Ver-O-Peso, conheço o sul do Pará, fui nas aldeias, tenho amigos aqui... então sempre tem uma coisa gostosa com o povo aqui, é sempre muito delicado”, concluiu Rubens.



Foto: Emidio Contente



9/6/2012
Associação Fotoativa 13:25 [+]
Café Fotográfico convida Rubens Matuk e Rosely Nakagawa para o encontro de setembro



© Rubens Matuck / João Paulo Capobianco

"Artista e Curador: um diálogo possível"


O Café Fotográfico, do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Associação Fotoativa, enfoca este mês a relação entre o artista e o curador. A proposta é promover uma melhor compreensão de como se dá o processo de divulgação do trabalho do artista e a relação com o curador como disseminador e crítico dessa produção. Como convidados o Café leva ao público a Curadora Rosely Nakagawa e o Artista plástico Rubens Matuck.

O Café Fotográfico será realizado no IAP, às 19h, no próximo dia 13, na véspera de abertura da mostra “JOÃO PAULO CAPOBIANCO e RUBENS MATUCK aquarelas sobre fotografia”, que explora as facetas de Rubens e expõe também algumas de suas parcerias. Com Rosely a parceria começou ainda em 1973 e, segundo ele, foi a partir desta aproximação que a fotografia se tornou um elemento permanente em seu processo criativo. Com Capobianco, seu parceiro mais próximo, Rubens excursionou pelo Brasil por muitos anos. Na mostra que abre para o público no próximo dia 14, na Kamara Kó Galeria, vão estar juntos novamente.

O bate-papo no IAP irá proporcionar ao público uma oportunidade de compreender o trabalho curatorial desenvolvido por Rosely e o percurso artístico de Rubens, além de uma prévia da mostra.



© Rubens Matuck / João Paulo Capobianco


Sobre os convidados:


Rosely Nakagawa

Graduada em Arquitetura pela FAUUSP (1977). Fez especialização em Museologia pela USP (1978-1980) e em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP (2005). Curadora da FNAC Brasil (2004-2010); Curadora das Galerias FNAC no Brasil (2002 a 2009), Casa da Fotografia FUJI (1994-2002); Curadora do Festival de mídia eletrônica VideoBrasil (1982-2002); Curadora do Espaço SENAC e Escola de Comunicações e Artes (1994-1998); Curadora e Coordenadora Geral de Projetos do Núcleo Amigos da Fotografia NAFOTO (1990-1997), no qual realizou o I, II e III Mês Internacional de Fotografia e I Seminário Internacional da Fotografia (1993, 1995, 1997 respectivamente ); Curadora do Espaço Cultural CITIBANK de (1987-1991); Curadora e Coordenadora da Galeria FOTOPTICA (1979-1986).

É editora de livros de fotografia em colaboração com editoras como Tempo d’Imagem, Terceiro Nome e DBA, com os livros mais recentes: Julio Santos Mestre da Fotopintura, Luis Humberto Fotógrafo e Paraisópolis – Uma cidade dentro da Outra, fotografias de Renata Castello Branco.


Exposições realizadas como Curadora independente

Retrato Interior – Fotopinturas de Julio Santos, Pinacoteca do Estado de São Paulo (agosto/2012), Renata Castello Branco – “Paraisópolis, uma cidade dentro da outra” (SESC Pompéia, Junho/2012); Eduardo Villares “Segunda Pele”, Ateliê Bricoleur 2012; Europália – “Extremos – Coletiva Fotografia Brasileira Contemporânea” (Bruxelas, Bélgica/2011); Luis Humberto – fotógrafo, retrospectiva do fotógrafo no espaço da Caixa Cultural (São Paulo, 2010); “30 anos de Fotografia” – coleção particular Rosely Nakagawa nos espaços da Caixa Cultural Curitiba, São Paulo, Brasília e Salvador (Abril/2009 a Janeiro/2010). Em Estremoz, Museu Municipal, Portugal (Junho a Julho de 2011); Exposição “FINDERS” – Nagoya/Japão (Janeiro/2009)


Rubens Matuck

Arquiteto de formação, Rubens é artista plástico há mais de 40 anos. Em seu ateliê desenvolve pinturas, esculturas, gravuras, desenhos e aquarelas. Seus cadernos de viagens pelo Brasil e exterior são uma fonte e referência para seu trabalho artístico que também resulta em publicações para o público infanto juvenil, tendo publicado mais de 100 títulos, e entre os principais estão: O Cerrado, O Pantanal, A Amazônia, série de 1987; Tudo É Semente, 1993, com Carlos Matuck; Plantando uma Amizade, 1996; Aldemir Martins, 1999; Leonardo desde Vinci, 2006, com Nilson Moulin. Em 1993, recebe o Prêmio Jabuti pela ilustração do livro infantil O Sapato Furado, de Mário Quintana. Já foi personagem de Ruth Rocha no livro Rubens, o Semeador. Sobre seu trabalho pessoal, publicou “Brasil que Resiste”, com João Paulo Capobianco, “Cadernos de Viagem” e “Mogadom e Euphrates” em dezembro de 2010, todos pela Editora Terceiro Nome. Escreveu e editou o livro Duas Partes, sua pesquisa sobre a escrita com texto de Oscar d’Ambrósio, em 2008. Realizou diversas mostras de seu trabalho artístico, tendo destaque as mostras individuais no SESC Paulista (1981), na Galeria São Paulo (1986), no MASP (1998), na Galeria Choque Cultural (2008) e na Graphias (2010).


SERVIÇO: Café Fotográfico Artista e curador, um diálogo possível, com Rosely Nakagawa e Rubens Matuk, dia 13 de Setembro, no IAP, Praça Justo Chermont nº 236 – Nazaré, às 19h. Entrada Franca

9/5/2012
Associação Fotoativa 14:35 [+]
Novas oficinas da Fotoativa abrem inscrições

“Lightroom para iniciantes”, com Roberto Malato, e “Fotografia Digital II – Composição”, com Valério Silveira, são as novas oficinas que a Associação Fotoativa oferece neste mês. Os interessados podem ir à sede da Fotoativa, que fica na Praça das Mercês, até o dia 10 de setembro para garantir sua inscrição. As vagas são limitadas e as oficinas serão ministradas no espaço do Fórum Landi, localizado na Praça do Carmo.


Foto: Divulgação

Com destaque na importância do laboratório fotográfico, a “Lightroom para iniciantes” propõe ao participante conhecimentos sobre o fluxo de trabalho para o tratamento e guarda de imagens digitais e tem como objetivo mostrar o quanto uma fotografia pode ser melhorada depois da captura feita com qualquer tipo de câmera. Em duas opções de horários e dias de semana, com 10 vagas em cada turma, esta oficina é voltada para amadores e profissionais da fotografia interessados em qualificar o trabalho autoral.

Segundo Roberto Malato, o aplicativo Lightroom é baseado em conceitos que remetem ao laboratório e arquivos fotográficos analógicos de forma que se possa pensar o fluxo de trabalho como tal. “Para facilitar a compreensão das ferramentas do programa, vamos abordar conhecimentos sobre o fluxo combinando a apresentação desses conceitos com momentos práticos para reforçar a fixação dos mesmos. Importa que o aluno entenda como organizar imagens para arquivar, encontrar e tratar fotos de forma rápida e intuitiva”, acrescenta Malato.

O interessado em participar da oficina pode escolher compor a turma semanal que inicia no dia 11 de setembro, de terça a sexta-feira, das 19h30 às 21h30; ou pode optar pela turma do fim de semana que inicia no dia 22 de setembro, aos sábados de 15h às 18h e domingos, de 10h às 13h. O investimento é de R$ 240,00. No encerramento da oficina os alunos farão um mural fotográfico para expor o resultado de suas revelações digitais.

Enquanto o conhecimento do Aplicativo Lightroom, proposta da “Lightroom para iniciantes”, auxilia no processo de revelação de imagens, “Fotografia Digital II – Composição” destaca o outro extremo do processo, a hora do click.


Foto: Valério Silveira

Aperfeiçoar a prática da composição fotográfica com base no apuro da percepção da luz como elemento vital na construção da imagem e introduzir noções sobre a articulação de temas e apresentação da imagem. Estes são os objetivos desta oficina, que será ministrada pelo Arte-educador e Fotógrafo Valério Silveira. Com início também agendado para o próximo dia 11, a oficina segue até 08 de novembro, sempre as terças e quintas, de 19h às 22h.

Pesquisador da fotografia de infância em Belém, na primeira metade do século XX, Valério Silveira, que ministra oficinas na Associação Fotoativa desde 2009, propõe para a nova oficina um conteúdo mais específico em que abordará aspectos relacionados ao enquadramento, foco, uso da sombra e da luz; a identificação da fonte de luz; o equilíbrio no uso da cor; o preto e branco e a escala de tons entre outras especificidades distribuídas de forma didática em sete unidades. O curso tem caráter teórico e prático, com 40% da carga horária destinada as saídas fotográficas para que o participante tenha a oportunidade de exercitar o que foi exposto em sala de aula.

O requisito exigido para participar da oficina é ter uma câmera reflex digital (Digital SLR) e conhecimento sobre a sua utilização. O investimento é de R$ 300,00.


SERVIÇO:

Oficina “Lightoom para iniciantes”, com Roberto Malato
Investimento: R$ 240,00
Turma 1: Ter, Qua, Qui e Sex, das 19h30 às 21h30
Turma 2: Sáb 15 as 18h e Dom, de 10h às 13h
Número de vagas: 10 vagas para cada turma

Oficina Fotografia Digital II – Composição, com Valério Silveira
Investimento: R$ 300,00
Aulas: Terças e Quintas, das 19h às 22h
Número de vagas: 15 Vagas
Inscrições na sede da Associação Fotoativa, Pça das Mercês, 19. Fone: 3225 2754. Local das Oficinas: Fórum Landi, Pça do Carmo, 60.


8/25/2012
Associação Fotoativa 12:32 [+]
Fotojornalistas e Estudantes de Comunicação foram maioria no público presente ao Café Fotográfico




O auditório ficou repleto e o tom foi de reencontro e companheirismo. Muitos parceiros de profissão foram ao IAP, na última quarta-feira, 22, para prestigiar os editores Oswaldo Forte (O Liberal) e Octávio Cardoso (Diário do Pará), convidados deste mês do Café Fotográfico, que trouxe o tema: “Fotojornalismo, Edição e Realidade”. Eles deixaram evidente que a rivalidade e oposição se restringem a âmbitos editoriais das empresas que representam e do aspecto mercadológico do qual não se pode desvencilhar.

Mais do que falar sobre os desafios de fazer a edição fotográfica de um impresso de grande importância, os editores revelaram conflitos dos bastidores e também as alegrias que só tem aqueles que fazem o que gostam. O encontro foi marcado por relatos curiosos sobre as saídas encontradas para problemas recorrentes dentro das redações como as disputas por espaço entre fotos e anúncios publicitários nas páginas e os pequenos embates com os editores de texto.

As narrativas aproximaram o público do cotidiano desses profissionais: “É difícil vocês virem, no dia-a-dia, uma matéria editada com quatro ou cinco fotos, a gente acaba sempre perdendo para o anúncio ou por excesso de material de texto. A gente fica brigando, pede para o editor de texto cortar, o editor não quer cortar, você tenta convencer... é uma luta diária”, contou Oswaldo Forte.

Octavio Cardoso destacou o desafio do repórter fotográfico, que precisa se preocupar em auxiliar a edição: “Trazer material que dê opção para o editor é fundamental. O editor de texto sempre pode interferir, mas a gente nem sempre. O editor [de Fotografia] pode cortar a foto, mas é uma interferência muito restrita. O repórter na rua tem que trazer opções para o editor, pensando que a matéria pode ter espaço para três fotos, mas pode haver espaço para apenas uma. Isso é um desafio diário”, ressaltou Octávio Cardoso.

Quando a pergunta foi sobre as diferenças sobre o digital e o analógico, os editores discordaram e cada um apontou sua preferência. Oswaldo relembrou que os repórteres fotográficos eram mais “econômicos” nos clicks e que isso facilitava a edição com menos fotos para avaliar. Já Octávio destacou que a agilidade do digital é um ponto importante e que o faz preferir em comparação com o analógico.



Porém o ponto comum entre os editores foi a compreensão de que a facilidade tecnológica e o acesso às mídias eletrônicas, que torna em certa medida qualquer cidadão um fotojornalista colaborador, é uma tendência natural e inevitável: “Eu acho que é uma tendência o leitor colaborar, a gente tem que ter muito cuidado porquê o leitor não é jornalista e às vezes o ponto de vista dele pode ser um fator complicador...”, destacou Oswaldo Forte. Para Octávio Cardoso a questão passa pela credibilidade: “A questão toda é onde você vai ver essa notícia, onde você vai pegar essa informação. O que vai ser importante vai ser a credibilidade que um órgão tem, o perigo dessa informação vir de todo canto é que tem que checar de onde vem, se não há manipulação”, reiterou Octávio.


Mário Quadros, Ricardo Lima, Octávio Cardoso, Oswaldo Forte, Océlio Dias e Edir Gillet


Fotos: Irene Almeida

Todas essas questões tiveram vez no bate-papo desta edição do Café Fotográfico que já se tornou um evento aguardado pelo público que prestigia as ações da Associação Fotoativa. Coordenado pela Fotógrafa Irene Almeida, o projeto compõe as atividades regulares do Núcleo de Pesquisa e Documentação e tem como proposta explorar a Fotografia em todas as suas vertentes. E o próximo café já tem tema definido e vai trazer um papo sobre a relação Curador-Artista, com Rosely Nakagawa e Rubens Matuck. Aguardem!


Fotoativa comemora 28 anos de existência



Foto: Moisés Araújo

Há 28 anos surgia, em Belém, uma instituição que propunha a compreensão do fazer fotográfico para além da Fotografia, como meio de reflexão crítica da sociedade. Ao longo desse percurso, a Fotoativa se consolidou como um núcleo de referência para o desenvolvimento de uma cultura fotográfica na região amazônica e como uma das mais atuantes e criativas organizações culturais do Brasil. Fundada em 14 de agosto de 1984 por Miguel Chikaoka, a então Fotoativa - Núcleo de Oficinas Permanentes de Fotografia trilhou seu caminho e se mantém atuante graças aos muitos voluntários e parceiros: cidadãos, profissionais, organizações e instituições que apoiam ou patrocinam as ideias, ações e projetos da instituição. Na sexta-feira, 17, diretoria, parceiros, colaboradores, sócios e amigos se reuniram, no Fórum Landi, para celebrar mais um ano de existência.

Hoje com status de Associação, a Fotoativa tem uma data especial a mencionar: o ano de 2004, ano em que selou de vez sua importância para a sociedade local ao receber os títulos de “Utilidade Pública Municipal” (pela Prefeitura Municipal de Belém) e “Utilidade Pública Estadual” (pelo Governo do Estado do Pará). No ano seguinte veio a aquisição de uma sede, um casarão cedido pela Prefeitura municipal, localizado no centro histórico da cidade, na Praça das Mercês, e que se encontra hoje em reforma. A incerteza sobre o término das obras e a dependência da colaboração de instituições parceiras para a realização das atividades são uma preocupação constante, mas que tem sido vista como mais um desafio, inclusive criativo.

Segundo o vice-presidente da instituição, Ionaldo Rodrigues, a Fotoativa passa por um momento de transição em que novos desafios se interpõem: “É notório o crescimento institucional [da Fotoativa], essa maior organização, mas isso traz o desafio de manter viva a essência... Institucionalizar, tornar mais profissional é importante, mas não podemos enrijecer”.

Ionaldo Rodrigues, assim como os demais Fotoativistas, tem um trajeto de aproximação e engajamento semelhante. “Entrei na Fotoativa em 2004, fiz a oficina de iniciação Photomorphosis, com o Miguel, na casa da Frutuoso Guimarães... a Fotoativa era ali”, lembrou ele. A partir dessa primeira oficina, tornou-se voluntário nos projetos como o Pinholeday, realizado até hoje, participando das palestras e oficinas que eram oferecidas pela instituição. Em 2009 tornou-se sócio, vindo a compor a diretoria da Associação a convite do então presidente, Michel Pinho, no ano seguinte. Hoje, coordena o Núcleo de Pesquisa e Documentação e é responsável pela vice-presidência da Associação ao lado de Tamara Saré, atual presidente.

“A Associação Fotoativa é um grande laboratório pois te possibilita fazer, aprender e descobrir através de ações que são desenvolvidas. É aprender a lidar com aquilo que não sabemos... com o que nunca vimos... e que te possibilita lidar com o teu próprio limite”, assim definiu a Fotógrafa Irene Almeida. Conheceu a Associação em 1997, incentivada pelo também Fotógrafo Eduardo Kalif. Neste ano participou de oficinas e palestras no Colóquio de Fotografia e fez uma primeira oficina com Miguel Chikaoka: "Brincando com a luz". Após essa aproximação mais concreta tornou-se simpática ao trabalho desenvolvido e participou de programações como colaboradora, tornando-se sócia em 2003. Ao relatar momentos especiais e marcantes na sua história dentro da Associação, destaca o período em que compôs a diretoria e vice-presidência da Associação além do momento atual em que se dedica a coordenação do projeto Café Fotográfico, do Núcleo de Pesquisa e Documentação, que se consolidou como um evento fixo no calendário de atividades da Fotoativa.

Valério Silveira, Arte-educador e Fotógrafo, ministra oficinas na Fotoativa desde 2009 e lembra que se aproximou da Associação em 2006 quando fez sua primeira oficina: Photomorphosis, com Miguel Chikaoka. Valério contou o que o motivou a conhecer a instituição: “Eu sentia uma lacuna na Fotografia e fui beber isso lá na Fotoativa. Já tinha ido a algumas reuniões, mas nunca tinha feito um curso. Então fui fazer uma oficina com o Miguel, sem saber o que era a oficina. A oficina foi um pouco além do que eu esperava, um pouco mais profunda... era mais conceitual e eu gostei”, e concluiu dizendo que a Fotoativa tornou sua vida diferente, redirecionando e aprimorando seu olhar.

Uma pessoa que lida bem com as expectativas e com as demandas dos muitos novos amigos da instituição é Andréia Borges, Secretária da Associação desde novembro de 2011, ela é quem recebe as pessoas que procuram a Fotoativa para participar das oficinas. “Elas já chegam com uma referência: Fotoativa é referência na Fotografia. São pessoas muito interessadas em aprender, que gostam do trabalho, voltam e saem divulgando as ações. Muitas delas ligam e dizem que receberam indicações de amigos”, destacou Andréia.


Foto: Moisés Araújo

Aos 28 anos de existência as perspectivas para o futuro se revelam-se desafiadoras. Quando o assunto são os planos para o futuro, Miguel Chikaoka, sócio fundador da Associação e coordenador do Núcleo de Formação e Experimentação, adianta que a proposta para 2013 é consolidar uma programação regular e implementar o que define como Ciclo de Formação: “A proposta está em processo de discussão”, destaca ele.

Segundo Miguel há um “projeto âncora que é uma estruturação do processo de formação (...) A ideia é fazer um ciclo de formação em quatro módulos (...) Os três primeiros módulos seriam basicamente o que se faz em Photomorphosis e para o quarto módulo pretendemos trazer pessoas para, senão ministrarem esse módulo, orientarem e adensarem esse processo”.

Neste aniversário de 28 anos se reiterou a essência da Fotoativa, firmada em quatro pilares muito claros: Justiça; Consciência e responsabilidade sócio-ambiental; Compromisso com a estética, a experimentação e a crítica e Conhecimento como instrumento de transformação e expressão individual e coletiva, a qual vem ao longo de sua existência transpondo barreiras para se manter fiel a esses valores.

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